09 julho 2010

vacaciones!!


passo a informar que dias como hoje despertam-me grande desejo de despejo do meu trabalho durante duas belas semanas (que deviam ser dois belos meses - porque eu mereço!).
depois do dia dezanove de julho só no dia dois de agosto voltarei aqui.

só é pena faltar ainda uma semaninha... mas enfim! o tempo passa que voa!

02 julho 2010

coisas de momentos

cheiro a nicotina, descafeinado, café das índias, café, chocolate. o ambiente é amistoso, na verdade, é um misto de muita coisa, digamos, tem o seu... q.b. de banalidade. " - há de tudo!", ouve-se do barulho de fundo, da confusão esganiçada, das vozes estéricas das mulheres mal casadas, digo eu, sei lá eu! eu não sei nada. eu tenho vinte aninhos ainda pouquinhos, elas são quarentonas, umas já avós mas são daquele tipo que lembram os retalhos - pano daqui, pano dali, redilhas, peúgas, turses, cuecas rotas e velhas, borbotos em todo o lado; no ar imagino uns fios soltos a planar na gravidade...
cheiro a nicotina, descafeinado, café das índias, café, chocolate a derreter na boca. é uma aventura sentar-me numa destas mesas de pinho mel entre mulheres e homens. eles falam de futebol e gajas, literalmente gajas, e futebol e motas mas também vão variando entre um tema e outro lá vai surgindo umas conversas de algo mais prático e interessante; a motivação da conversa delas agora é sobre não sei quem que vem não sei de onde não sei quando, uma pausa da estimação do farmville.
ah o farmville... coisa estranha essa, parece um virus que se instalou por todo o lado. falam constantemente do farmville. uma porque tem a torre eiffel, a outra que tem a pisa; uma qualquer fala da colheita da "árvore dos morangos", a outra que tem um poço... e todas ao mesmo tempo nem sei como se entendem. os homens desdenham, riem-se entre si da figura burlesca das suas mulheres; mulheres vazias de si, cheias de pretensões fúteis. satisfazem-se assim sem conhecer o mundo fora do seu umbigo, abaixo do seu nariz.
o tabaco acalmou. elas continuam na conversa agitadíssima, super interessante - o ponto alto da semana delas - o volume deles baixou; o meu chocolate preto da côte d'or está a chegar ao fim, já só me falta um quadrado...
chegou ao fim. já não tenho o sabor inical do café da máquina nespresso, dos grãos de café compactados nestas embalagens modernas que se enfiam nas ranhuras das novas máquinas de café.... como é que enfiam ali bagos e bagos de café? é curioso, no mínimo. enfim! modernices como diria a minha mãe. eu, pessoalmente, para mim e para vós profiro a minha frase de excelência que ainda nem publiquei no quadrado das coisas de momentos: "a ignorância é má mas a limitação é muito pior. combates a ignorância de uma pessoa com instrução e dedicação; mas a limitação... como combates?"
fizeram uma pausa do tabaco. comem pevides e tremoços; falam dos aborrecidos e doutras coisas que sei lá... são tão banais que nem chegam aqui, a dois metros de distância entre mim e eles; elas falam mal deles entre si e programam a sua noite de sábado deste fim-de-semana que será uma quebra de rotina dos últimos meses; não descansarão a língua mas talvez as costas depois de meses de trabalho duro na quinta.

01 julho 2010

sonhos de mil e uma noites

vai-me na alma um desejo louco de me lançar no vento e ir sem destino. correr mar e terra. chegar ao fim dos horizontes das índias e das américas na proa de uma caravela portuguesa. conhecer a europa a cavalo do touro apaixonado. dançar ali-babá. fumar o cachimbo da paz. conhecer os maias, os himalaias, as cataratas do niagára. quero descobrir os jardins suspensos, encantados da babilónia, o meu paraíso na terra. quando eu morrer quero ir para lá. sou boa pessoa. quero ler os hieróglifos, os caracteres. comer à chinês na muralha da china. rezar nas basílicas. tocar com a ponta dos meus dedos as aureas broeais. seduzir no tango. amar com paixão. cantar a ópera. dançar o corridinho.
quero ir no vento como uma penungem. e ir e voar, planar... daqui ali num instante.
eu lembro-me, em criança, que os sonhos eram tão verdadeiros, parecia que ia a todo o lado quando sonhava. mas depois acordava e não via ali nada ao pé da mão. mas à noite, quando me deitava na minha cama de lençóis de flanela cheia de elefantes pendurados em quarto de luas amarelas, eu aninhava-me em mim e fechava os olhos para mais uma aventura. mais uma noite de sonhos. tive mil uma noite de sonhos de magias, de lamparinas, de lanternas, de mágicos e sereias. agora sonho acordada e dizem-me que tenho a cabeça na lua. ah se soubessem...

vai-me na alma um desejo louco de me lançar no vento e ir sem destino. correr mar e terra. ir além-mar. conhecer pescadores e pastores e deitar-me entre as ervas, cheirar uma margarida e sorrir com o sol de chapa na cara. chapinhar nos riachos da chuva e correr à frente de toda a gente. como uma menina irrequieta!

ah se soubessem...

29 junho 2010

Struthio camelus

mito ou não é a única coisa que me apetece fazer neste momento!!

28 junho 2010

orquídeas

as flores estão a cativar-me. anseio por ser uma pessoa mais disciplinada e querer cuidar delas. a orquídea branca é a paixão da minha mãe. cuida dela com um carinho enorme. já teve algumas. umas morreram. mas é uma flor sempre bem-vinda a minha casa. desde sempre me habituei a vê-la junto das paredes da casa. já me viu chorar. já me viu rir. já me viu escrever. ela mantém-se sempre bela a cada chegada da primavera. e alegra-me. alegra a casa. a sua presença tão singela, tão mimosa... faz-me perder bocadinhos de tempo preciosos junto dela. é uma flor muito bonita. é uma flor que me recorda sempre a minha mãe. faz-me sorrir quando estou triste ou chorar tudo de uma só vez. faz-me ser eu. inspirar bem fundo e encher-me de mim!

25 junho 2010

Ólafur Arnalds - 3055

vida.

respira.


respira a vida a cada segundo que passa.

não deixes que passe por ti.

não deixes.

olha. pára!

ouve.

ouve o bater do teu coração.

fecha os olhos. esquece o mundo.

o mundo não te conhece.

não sabe o que perde, o mundo.


olha para mim. estou aqui a teu lado.

olha por mim quando estiver longe.


manda uma carta pelo vento. faz-me sonhar.

faz-me sorrir. pisca-me o olho. mando-te um beijo.

danço no vento.

danço com o vento. junta-te a nós.

amo-te!

23 junho 2010


se eu cair há alguém que me ampare a queda?
se eu chorar quem me enxuga as lágrimas?
se eu quiser marcar a areia com os meus pés quem me ajuda a fazê-lo com mais força?

quero o meu lugar ao sol

escrevo por escrever porque enquanto escrevo não penso. as palavras vão saindo e eu só olho para o monitor do computador quando acho que cometi algum deslize ortográfico. escrevo pelo simples prazer de escrever, porque sinto uma necessidade de expôr o que me vai no coração - de bom e de mau - e na mente que não sossega nem a dormir, que todas as noites sonho coisas estranhas, que eu não entendo, mas conheço-lhes a persistência. algo está para vir mas as mensagens estão codificadas e eu não as entendo. escrevo. sinto necessidade de reclamar do mundo o que me é de direito e a coragem que ficou não sei onde. já nem sou a mesma pessoa teimosa que aos quinze anos não se importava com nada do que lhe diziam nem tão pouco fazia caso do que quer que fosse apenas do que entendia por certo e lutava. quero o meu lugar ao sol!! quero o meu lugar ao sol...
quero chorar aqui, que ninguém vê, e rir do que vejo, que só eu vejo, quero ser eu. quero o meu lugar ao sol... quero voltar atrás no tempo e fazer coisas de certo modo diferentes; pequenos e singelos pormenores. coisas que deixei passar na altura e agora me persegue a sua imagem para todo o lado. esta não sou eu. eu quero continuar a sonhar. os sonhos-acordados, pois claro está. quero voltar a sujar os dedos de tinta d'óleo e borrar as telas - ah o prazer de sentir a tinta deslizar sobre os meus dedos!... - quero as minhas linhas de novo, os meus bocados rasgados de guardanapos da cantina ou do café; quero os lápis de cor FABER CASTLE à minha volta, o cheiro entranhado nas minhas mãos, na bolsa, na camisola ao final do dia. quero a minha pasta enorme onde guardo os meus esboços. onde tenho guardado os meus sonhos desconhecidos... eu quero o meu lugar ao sol! tenho direito a ele! e por onde ando só há mau tempo, e chuva e brumas. e eu não quero nada disso. quero as minhas letras todas de uma vez só. quero as minhas folhas brancas A3 a conversarem comigo. quero as minhas letras. os meus medos. os meus sonhos. as minhas idéias. as minhas teorias. eu quero os meus tempos de escola que ficaram lá atrás. quero o que de bom aquilo tudo tinha. tenho de ir buscar os meus lápis.
obra de WASSILY KADINSKY, YELLOW, RED, BLUE, 1925

feliz aniversário e vida próspera



a minha cara colega fez anos ontem - sessenta e nove - e eu deixo-lhe uma simpática homenagem ;)))))

22 junho 2010

dias


amanhã é outro dia. todos os dias são outros dias, dias seguidos de outros dias que já passaram e foram presentes. agora são passado, os dias passados... não tinham fita de laço encarnado nem papel de embrulho brilhante. foram dias sem brilhantinas nem serpentinas. dias que passaram por si só sem deixar marca da sua passagem. a rotina instalou-se. demora a sair como as nódoas no melhor pano. a mancha continua sempre lá e o pano envelhece.

19 junho 2010

memórias

Tenho memórias de uma criança na minha cabeça.
Memórias de uma criança especial , uma criança só, em particular. Não me lembro de mais nenhuma ser como aquela.
Lembro-me que se entretia bem sozinha, com qualquer coisa. Que não tinha muitos brinquedos porque os poucos que tinha fazia questão de conjugar o verbo usar até às últimas instâncias. Usar até não haver mais nada o que restar. Contam, por exemplo, que o boneco que mais teve foi o Nenuco e que todos quanto teve perdeu as roupas e arrancou-lhes a cabeça; quanto às Barbies fartava-se das roupas que vinham na caixa e ela própria as fazia: um bocado de papel higiénico era o bastante - bem dobrado e de cor dava para um mini-top ou para uma mini-saia. A cama era um tijolo comprido e fino coberto de trapos em perfeito acordo com a realidade, o guarda-vestidos uma caixa dos cereais da Chocapi aberto ao meio de forma a ter duas portas, a cómoda do quarto um fogão de brincar que a madrinha lhe havia oferecido, o berço do bebé recém-nascido uma caixinha de fósforos. Falava muito sozinha. Mas brincava muito. Ria muito junto das pessoas que se metiam com ela. Era uma criança rechonchuda, de caracóis soltos meio louros, muito conversadora (ainda que ninguém entendesse o que dizia) e bem-disposta.
Anos depois tornou-se uma mulher. Uma mulher bonita, não muito alta, sorridente, alegre, dada ao convívio e ao "pagode", como ela gostava de lhe chamar. Não se sentia realizada a nível profissional mas era admirada em tudo quanto metia mãos, ela própria, fazia questão de mencionar a sua eficácia e de como ficava estupefacta de fazer o que fazia sem que lhe fosse preciso uma chamada de atenção. Os sonhos ficaram lá atrás, parecia uma eternidade. Só o coração lhe doía, sem que se visse, pelos sonhos dos sonhos o que seriam um dia que nunca serão. Aos poucos foi-se tornando mais parecida com a sua mãe, não que isso fosse um defeito, de forma alguma. mas a consciência da mudança da sua personalidade era algo que a atormentava, via a extroversão, nata da natureza do pai, destinada para certas e determinadas situações cada vez mais distantes do seu dia-a-dia, ela... que gostava tanto de rir e rir bem, que sempre dizia como seu lema de vida "rugas sempre as iremos ter, é certo! Então que sejam causa deas coisas que nos fazem rir!!"; ela só. Ela que gostava de palavras como essência parecia que a sua se esfumava no ar como os fios finos de fumo que se soltam de uma beata abandonada. Abandonada. Era como se sentia. Nas horas em que se via entregue às quatro paredes do seu quarto sem a sua companhia de eleição, era assim que se sentia. Abandonada.

Tenho memórias de uma criança na minha cabeça.
Memórias de uma criança especial , uma criança só, em particular. Não me lembro de mais nenhuma ser como aquela. E, no entanto, é uma miragem - não uma sombra, uma miragem - daquilo que prometia ser.

16 junho 2010

Mais um dia de trabalho... mais um stress... menos tempo a cada dia que passa... o dia já acabou tarde. Já não pude fazer nada do que tinha em mente. sai do trabalho fora de horas. pus-me a andar. fui divagar nas travessas de calçada desta vila pacata. o vento nem parecia tão frio nem forte quanto de manhã. tinha a força a morrer como a minha no fim doa dia. ainda restam duas horas de sol mas para mim já acabou. andei à deriva. Sinto-me assim muitas vezes. à deriva como os barcos perdidos do seu rumo triunfante. sentei-me. Sentei-mo no sofá coberto de mantas. Liguei o computador,  ninguém deu importância às  letras que meto p´ra aqui! e depois dá-me vontade de ir contra o mundo de gritar alto e bem alto. mas o mundo não me vai ouvir. Vou andar à deriva.

15 junho 2010

obras! aaaaaaaaaah!!!

Pois é não resisti às novidades do blogue a actualizei-o! Quem não gostar é favor pronunciar-se e, já agora, faça uma critica construtiva caso considere que destrui o meu blogue! xD xD xD

12 junho 2010

título mundial de setas


Viva os portugueses alentejanos que arrecadaram o título mundial de setas no país das oportunidades! Os alentejanos que trabalham oito horas diárias e embora federados só treinam após o horário laboral nos bares e cafés.

08 junho 2010

cerejas

ai amor que doces são!
as cerejas assim vermelhas!
despertam-me o desejo
e a paixão.
e uma vontade louca
de juntar à minha pele
essa pele cor de ruge forte
e enfeitar-me de jóias bonitas:
nas orelhas as cerejas a pares,
ao pescoço entrelaçadas
como os nossos corpos envoltos de amor e porte
altivo as cerejas a braços com o caule
e depois... na boca o sabor doce da cereja,
nos lábios o convite subtil
nos braços o amor par te dar
a par com as cerejas.
ai amor que doces são!
as cerejas!

04 junho 2010

pessoas nervosas morrem mais cedo

Sempre ouvi dizer que as pessoas mais susceptíveis ao stress morrem cedo, principalmente em situações de birra ou em discussões (maioritariamente fúteis) sempre ouvi a velha expressão "se continuas assim morres cedo!". Aqui encontrei uma afirmação, científica, penso eu de que, para o que digo. Mas começo a achar quem ainda morre mais cedo que o outro sou eu! A única e a mais importante diferença é que não tenho ataque de nervos por minha livre vontade!

01 junho 2010

day 20: my favorite song at this time least

e chegámos ao fim do desafio que o meu primo me lançou. aqui está:


porquê esta? pela singularidade da música; faz lembrar que já fomos crianças, que devemos manter sempre viva essa parte de nós porque a infância é uma fase maravilhosa. Um FELIZ DIA DA CRIANÇA.

27 maio 2010

day 19: a song that makes me laugh

porquÊ? bEm... porque sim!! Porque à custa desta música curti uma piela jeitosa à uns bons aninhos atrás... porque é daqueles êxitos pré-históricos memoráveis, inesquecíveis e insólitos, porque tem ritmo, porque tem drama, porque sim. oiçam e digam se eu não tenho razão.

26 maio 2010



há melhor descrição do amor que esta?

day 18: a song that i want to ply at my funeral

Esta foi, sem sombra de dúvida, a pergunta mais estranha; eu diria que isto não passa pela cabeça de ninguém mas não é verdade pois passou e eu aqui estou a responder... pensei bastante e nada, felizmente no meu local de trabalho quando não se ouve um dia inteiro a MTV ouve-se a VH1 e esta foi a eleita:


fica aqui o desejo: que seja esta música aquand do meu enterro ou da minha cremação desde que seja ao som desta música que me recordem uma última vez...

25 maio 2010

day 17: a song that i want to play at my wedding

O que eu adorava ter vivido nesta altura... mas pronto. Conformo-me com o facto de ser uma música do meu ano de nascimento!! "I NEED YOU TONIGHT...!" não sei se chegarei a casar algum dia mas por agora esta música parece-me a ideal para passar num casamento já que sabe tão bem termos alguém na nossa cama à noite, a noite toda!

24 maio 2010

velha

Velha, velha, velha
       de trajes negros e pitó ao alto,
                                                a pele velha,
                                                         o olhar profundo.

Eu mostro-te as palmas das mãos
e tu negas dizer-me o destino
que o menino Jesus traçou para mim.

Eu olho-te nos olhos,
cheios do brilho antigo
do alecrim aos molhos
que te deu o teu amor-amigo,
e o teu amor-próprio ferido
não te deixa ver mais nada,
velha.

Velha, velha, velha
           de trajes negros e pitó ao alto,
                                         a pele velha,
                                                    o olhar profundo,
                                          negro como o fundo do mar.
                                                                       que vês tu, velha?

21 maio 2010

day 16: a song that i listen when i'm sad

Eu escolhi os THE CLASH por representarem neste single aquilo que sinto nesses dias de maior desafortuna, tristeza, incompreenção, do avesso, por assim dizer! É mais vulgar que vagueie sem destino, a pé ou de carro, seja aonde for;  mas se tiver a música por perto é mais provável que vá carregando no botão de sintonização do rádio até captar alguma que me faça rir ou dançar... desde que me distraia...

20 maio 2010

day 15: a song that i listen when i'm happy



o que eu adorava ter ido a este concerto!!!

19 maio 2010

day 14: a song that i listen to when i'm angry



I've been roaming around
Always looking down at all I see
Painted faces, fill the places I can't reach

You know that I could use somebody
You know that I could use somebody

Someone like you, and all you know, and how you speak
Countless lovers under cover of the street

You know that I could use somebody
You know that I could use somebody


Someone like you

Off in the night, while you live it up, I'm off to sleep
Waging wars to shake the poet and the beat


I hope it's gonna make you notice
I hope it's gonna make you notice

Someone like me
Someone like me
Someone like me, somebody

I'm ready now, I'm ready now
I'm ready now, I'm ready now
I'm ready now, I'm ready now
I'm ready now

Someone like you, somebody
Someone like you, somebody
Someone like you, somebody

I've been roaming around,
Always looking down at all I see.

Às vezes precisamos de ser agitados, outras vezes de um silêncio de maior duração, outras de um estalo sem mão. Quando, por fim, engulimos em seco vemos a realidade com outros olhos. Como se estivéssemos num estado tal de alcoolemia que não nos permite enxergar a definição em lado nenhum e está tudo desfocado, a toda a hora, todos os cantos, toda a gente... quando se ouve músicas como esta, quando eu oiço músicas desta categoria é uma lavagem pura de alma.

18 maio 2010

day 13: a song from my favorite album



Adoro todas as músicas do album do TT e, até à data, de todas as músicas dele. Esta, em especial, apareceu numa fase de transição. Há males que vêm por bem, há coisas que acontecem por alguma razão e quando tem de ser; não sei quem estipula este tipo de regras mas é assim que acontece.
Amor esta é para ti, é para nós.

14 maio 2010

day 12: a son that describes myself

Esta é mais uma daquelas músicas que eu cresci a ouvir transformou-me... bem, vocês sabem!!!


13 maio 2010

17 de Outubro

Dia internacionalmente assinalado para a erradicação da pobreza. E muita boa gente há por aí que não passam de uns pobres desgraçados, que não fazem mal a ninguém e são uns miseráveis sem culpa nenhuma.
Depois também há aqueles, que é a grande maioria da nossa população portuguesa mas que eu acredito que seja um mal mundial da nossa civilização, que se regem pela preguiça e pela ira.
Não fazem nada para mudar a miséria em que se vêm inseridos porque não querem. Trabalhar faz dores nas costas, e o dinheirinho da segurança social é tão benvindo. Quanto menos dinheiro houver seja onde for, mais ajudas da segurança social? Não se trabalha nesta casa, é o lema oficial. Problemas de saúde dão-nos melhores hipóteses de atendimento num hospital? Não tomemos banho! Quantos mais filhos mais dinheiro?! Maria anda cá!!
Quando se desce a um nível de dignidade tão baixo já nada custa nem ir para as portadas de uma igreja pedir e mostrar as fotos dos supostos filhos ou levar consigo criancinhas porque todos somos corações-moles quando vemos crianças. E lá estão eles malcheirosos, mal-vestidos, despenteados, com um olhar-de-cachorros-abandonados, de mão estendida a pedir a quem passa na rua e os olha pelo canto de olho uma moedinha. Isto são os preguiçosos.
Eu costumo responder abruptamente que se façam à vida, que trabalhem, que eu também trabalho. E eu não gosto muito de trabalhar, minha rica cama nestes dias que o frio aperta e o sol se esconde... Minhas ricas noites quando me deito na cama e não me dói a cabeça ou o corpo do trabalho prolongado... E eles não gostam de ouvir! Mostram grande indignação! E entre dentes lá nos vão mandando para o outro lado! Estes são os preguiçosos cheios de ira que só têm força para isso mesmo: se zangarem com o que os outros têm na vida.
Não se pode ajudar. Isso são atitudes que o governo deveria tomar sem prejudicar os que pagam todos os santos 365 dias do ano em impostos. Não pode ser um quarto do mundo a trabalhar para sustentar mundo e meio que é "pobrezinho". Que não o é. Sou contra todo o tipo de subsídios. Deveria ser metade, no máximo, do salário mínimo e isso já seria uma sorte!!! Não me venham com injustiças, coitadinhos estavam a receber 700€ e agora só recebem 300€; ah e tal não é justo receberem menos que o salário mínimo obrigando as pessoas a aceitarem qualquer emprego. É muitíssimo justo!! Injusto é andar uns a pagar para outros!!!
Depois fala-se em crise e tomam-se medidas como as últimas em que o IVA vai subir 1,5% mesmo nos bens de primeira necessidade, no IRS as medidas são o aumento de 1% para quem ganhe até os 2375€ e superior a isso 1.5%; só nos casos de quem ganhe o salário mínimo nacional fica estável, por enquanto. A idéia é diminuir o défice orçamental. Assim?! Vamos ver se não seguimos as pegadas da nossa vizinha Espanha em que os rumores falam de uma descida de 5 a 6% do salário base...
Estamos bem encaminhados... sim senhor, senhor primeiro-ministro!

manchas

Manchas. As manchas têm nome. Chamam-se ilusão. Quando andamos manchadas assim, andamos iludidas. Iludidas com qualquer coisa que nos mancha a vida, a vista, o cheiro, o toque... depois, quando lavamos, tiramos a mancha, mesmo sem ter dado por isso, vemos as nódoas. Só isso. Nódoas. "Nunca vi isto aqui.... que coisa é?" De que adianta perguntar. A realidade é que é uma mancha feia e dói. O fim... No fim ficamos sem saber na mesma o que é bom, o que é mau... e não passamos de uns tristes a vida toda. Chorar não serve de nada, a mancha continua lá. E dói da mesma forma.

day 11: a song that no one would expect i like

Tarefa difícil esta... Não me recordo de nada que seja ssim tão pouco credível ou acessível ao gosto de cada um. Vou pôr esta aqui por que é tão antiga... é dos meus tempos de infância. E sempre gostei dela; lembro-me de andar pelos cantos da casa e cantarolar "Fui bailar no meu batel..."

12 maio 2010

day 10: a song from my favorite band



Depois de tantas lá escolhi a primeira que tinha ouvido. Deliciem-se!!

11 maio 2010

GEOMETRIA DESCRITIVA A


Simples não é?!
Professor!!! Com tantas boas idéias que teve para pôr alguma coisa na cabeça de alunos como eu que nunca pescaram nada de geometria por que é que nunca se lembrou disto?! Nós íamos no bom caminho de cada vez que designava a segunda linha por P' e  quando transformava a imagem plana em VG's. xD xD xD

p.s.: depois dizem que os alunos não se esforçam e que só complicam

day 09: a song that can makes me fall asleep

Epah... é difícil... só me lembro desta:



Claro que há sempre as músicas zen mas esta foi a primeira que me assaltou a memória não é que adormeça com ela mas como não há amor como o primeiro...

10 maio 2010

day 08: a song taht makes me dance too

Esta é uma daquelas músicas que ainda hoje me faz abanar a anca, descalçar-me e esquecer-me de onde estou e dançar, dançar, dançar... Desfrutem:

08 maio 2010

day 07: a song that reminds me a certain event

Bem como amanhã é domingo e vou estar a trabalhar, para variar, o mais certo é não ter tempo para deixar-vos a música que me leva de volta no tempo. De facto, não é bem esta que gostaria de referir, mas sim a que surgiu dela. Portanto aqui vos deixo esta lembrando-me a inédita que fiz com a Sara e julgo com a Ana Rosário também e com algumas dicas da Ana Cristina mas não tenho a certeza.



A nossa era mais ou menos assim no refrão:
"E amanhã de manhã...
vamos acordar e p'ra escola ir...
a stôra a ralhar
e a gente a dormir..."

Hei-de ir à procura!

Qual é o evento?! Então não se está mesmo a ver que eram as nossas aulas às oito da manhã a começar com História de Arte ou Geometria Descritiva, tão bom!!!

07 maio 2010

day 06: a song that reminds me of somewhere



Uma música que já tem os seus aninhos, lembra-me as minhas primeiras férias gozadas em grande, Portimão, Algarve. Aquilo para mim era o outro mundo. As ruas, as noites, as luzes, os bares, a praia, o hotel e a piscina do hotel...
Nesse ano tive o meu primeiro contacto com os tampões; a prima tinha tido uma surpresa desagradável e a solução para contrariar estava na compra dos tampões - o probelma é que como ela nunca tinha usado após ter posto lembrou-se de o tirar para ver como era. Aquilo não saía. Um conselho. depois de posto tira-se apenas horas depois. E eu estava sozinha em casa com ela e o irmão pequenino, sem os tios. Ela entrou em stress e começou de chamar a minha ajuda... O que é que eu podia fazer? Eu ainda nem tinha nada daquelas coisas...
Bem sem telemóvel para onde ligar e com vergonha de falar com os empregados do hotel corri ao supermercado ao lado, onde se tinha comprado aquilo, dirigi-me à senhora da caixa e falei baixinho: "A minha prima está com o período, ela tentou pôr o tampão mas agora não consegue tirá-lo, pode ir lá ajudar-nos porque estamos sozinhas no apartamento?!" e o que é que a senhora fez?! Ligou o altifalante da caixa para a gerência ou sei lá e falou para quem quis ouvir no supermercado inteiro que ia sair porque havia uma moça que não conseguia tirar o tampão. Imaginem a minha cara de vergonha que falei tão baixinho quanto possível e a mulher fez-me aquilo.
Felizmente, quando lá chegámos, a minha prima já tinha conseguido tirá-lo e estava junto à porta a chamar por mim. Agradecemos à senhora. Entrámos. Cheiro a queimado. Estava um guisado ao meu cuidado mas naquela aflição queimou. E pronto. Foi o acontecimento mais marcante daquele verão que me traumatizou durante anos nem ouvir falar!!
Mas os bares... foi a minha primeira saída à noite... e nos bares a música que se ouvia era só esta! Music!!

day o5: a song that reminds me someone

Esta música lembra-me não só uma pessoa em concreto, um ex-namorado, um amor como nos filmes, coisa de longa data mas que não tem futuro senão nas nossas cabeças e nos nossos corações, como também um ano fantástico cheio de experiências maravilhosas com colegas de turma espectaculares (a maioria), uma professora de artes maravilhosa, um espaço escolar digno do nome "secundário".  2003/2004  foi um ano lectivo que nunca vou esquecer e será sempre o MELHOR de todo o meu percurso escolar. Aqui fica a recordação daquelas tardes de pincel na mão, dedos pintados, camisas desalinhadas, piadas soltas, intervalos no meio das aulas e aulas durante os intervalos, e o rádio velhinho, velhinho que só funcionava com palmadinhas de amor.



Só é pena a má qualidade do videoclip...

06 maio 2010

day 04: a song that makes me sad

 Eu não sou fã dos LINKIN PARK mas é uma daquelas músicas deles irresistíveis, difíceis de não gostar. Apaixonei-me pelo videoclip. O tema é triste; é a realidade inerente à realidade de todos nós e que dia após dia ignoramos. 

05 maio 2010

day 03: a song that makes me happy

Se há coisa wue eu gosto é manter a minha criança interior vivinha da silva! A vida custa tanto a cada dia que passa, dá-nos tantos dissabores, tanta sapo gordo que se não puxarmos por ela ela morre e nós tornamo-nos amargurados e arrogantes. Detesto pessoas arrogantes e, além, disso as rugas são certas e mais que certas por isso, que cheguem por bons motivos e nuca por motivos de stress ou lágrimas ou discussões... Cada momento mau ou menos bom ou apenas banal tem uma música de momento, que parece ser sempre adequada àquele momento seja ele qual for ou como for. Assim sendo de repente, e podendo escolher escolho esta:



DON´T WORRY BE HAPPY!!

day 02: my least favorite song

Hummm... esta foi tão difícil... porque há tantas que, por terem "passado à história" na minha cabeça deixaram de ser O tema, A música, a tal, aquela... mas enfim... recordo-me de uma agora que gostava muito em miúda e anos mais tarde com o êxito de uma de muitas das telenovelas do quarto canal teve também o seu Déjà vu. Tanto a ouvi que o "Feitiço virou-se contra o feiticeiro" e durante algum tempo não a conseguia imaginar sequer na minha cabeça a simples melodia da canção. Mais tarde também tornou-se uma má recordação. De forma que perdeu o seu estatuto de Preferida. Todavia, enquanto vou escrevendo vou ouvindo-a e... confesso; confesso que mereceu ser a tal, aquela: André Sardet, Foi Feitiço:



Peço desculpa não ser um videoclip realmente, o original, mas no youtube não encontrei nada melhor e os das actuações ao vivo também não tinham grande qualidade...

04 maio 2010

day 01: my favorite song

Esta música fez parte da minha infância e acompanha-me desde sempre... desde que sou gente que me recordo de a ouvir; mais tarde nos anúncios da Coca-Cola, e lá pelo meio a recordação, que perdura desde a minha adolescência, no meu sufoco na sala de matemática a olhar para o teste sem saber por onde começar e ver entrar um colega de outra turma a cantar o Feel Good como a música mais banal e a melhor apropriada para aquela ocasião, que fora as cábulas poucos eram aqueles que sabiam alguma coisa de equações!!

Desafios!!

O meu último post tem um desafio. Decidi aceitá-lo pelo sim pelo não.
Trata-se de durante vinte dias seguidos (coisa que dificilmente vai acontecer mas vou esforçar-me para cumprir) publicar uma música consoante o tema... e assim sendo:


day 01: my favorite song
day 02: my least favorite song
day 03: a song that makes me happy
day 04: a song that makes me sad
day 05: a song that reminds me someone
day 06: a song that reminds me of somewhere
day 07: a song that reminds me a certain event
day 08: a song that i can dance to
day 09: a song that makes me fall asleep
day 10: a song from my favorite band
day 11: a song that no one would expect i love
day 12: a song that describes myself
day 13: a song from my favorite album
day 14:  a song that i listen to when i'm angry
day 15: a song that i listen when i'm happy
day 16: a song that i listen when i'm sad
day 17: a song that i want to play at my wedding
day 18: a song taht i want to play at my funeral
day 19: a song that makes me laugh
day 20: my favorite song at this time last year


Vamos ver então no que isto vai dar. E como eu até sou amiga desafio outros dez cumpinchas a alinhar nisto comigo:

http://missjoanaswell.blogspot.com/
http://momentosperdidos.blogspot.com/
http://teasingwhiterabbit.blogspot.com/
http://sol.blogspot.com/
http://fashionaholicgirl.blogspot.com/
http://havidaemmarkl.blogs.sapo.pt/
http://pioneiros1066.blogspot.com/
http://garfiar.blogspot.com/
http://psshtomenina.blogspot.com/
http://palavrabold.blogspot.com/

30 abril 2010

fado vadio

É um fado vadio,
este trago amargo que trago na boca,
a voz seca,
os lábios gretados.

O encanto desencanta,
o xaile não enconbre e o amor
ah o amor...

esse bêbedo bandido,
vagabundo que só vê o fundo da garrafa
encharca-se nas últimas gotas do vinho que não acaba nunca
e antes de se erguer cai.

Caiu.

A guitarra portuguesa dá os últimos acordes
e a bela ajeita o vestido comprido.
O público está mudo e vazio
e ausente das idéias que o fado quer cantar.

Mas esta noite é outra noite.
É noite de se ouvir cantar o Fado.

26 abril 2010

ACHAS QUE SABES DANÇAR?

O que eu me ri!!!
Mas era a intenção do Pedro era mesma essa: divertir-se a ele mesmo e aos outros. E conseguiu. Oestilo? Baile! Mas já ninguém conhece os bailinhos, só se fala no das Velhas e não nos das terrinhas pelas romarias... apreciem:

22 abril 2010

área de serviço na IP6 Dagorda/Peniche

Viva a Democracia!!!
Viva a Liberdade de Expressão!!
Em Portugal é assim que se manifestam as pessoas. Porque ninguém liga àquilo que se diz mas sim como se diz: o tom, a dicção... então deixa-se de falar e põem-se mãos á obra. Em Portugal 75% dos Tugas são trabalhadoras, pessoas destemidas, que não se deixam ficar. Aqui está um exemplo de manifestação:

E em agradecimento divulga-se com o seguinte texto:

"Subject: FW: ÁREA DE SERVIÇO NA IP6 Dagorda/PENICHE

FOI COM MUITA SATISFAÇÃO QUE RECEBEMOS A NOTÍCIA COM IMAGENS QUE DEMONSTRA O DESENVOLVIMENTO E OS BENEFICÍOS QUE A VIA IP6, AGORA » COM ÁREA DE SERVIÇO,« VEM TRAZER AO CONCELHO DE PENICHE. FICA O UM AGRADECIMENTO A TODAS AS PESSOAS QUE TIVERAM EM TODO O PROCESSO NA CONSTRUÇÃO NA DITA ÁREA DE SERVIÇO."*



*in e-mail

20 abril 2010

Pausa = Kit Kat?

Pausa = Kit Kat.
Kit-kat = Pausa!

É verdade ou não é que quando se fala em "pausa" todos nos lembramos dos anúncios deste chocolate da nossa infância, a seguir aos ovinhos Kinder, claro! É verdade...
Mas eu preciso mesmo que me dêm-me uma pausa!!! Uma pausa de um tempo físico qualquer, por favor!!! Desde que eu não dê pela passagem dos minutinhos todos; desde que seja suficiente para restaurar a minha sanidade mental, quaisquer 2minutos serão suficientes concerteza, desde que faça efeito. Pressuponho que faça...
Pode até ser uma pausa com Kit kat, sem Kit kat, com outra guloseima qualquer ou sem nada. Assim, apenas sossegada. Procura-se sossego! E paz! E descanso! E... reservas de saúde mental, também, por favor!
Pausa?!... Alguém ouviu falar?!

19 abril 2010

moda (contra) natural

Ora bem, quantos de nós já não nos levantámos pela manhã sem saber tomar decisões básicas como a roupa, bijuteria, maquiagem... uiii!! Se for mulheres então... há dias difíceis, mas os homens também não são excepção à regra.
Como me enviam mails por tudo e por nada, úteis e fúteis, bons e maus, lá pelo meio acho que arranjei a solução para alguns destes nossos tão queridos problemas de moda.



Para problemas com a escolha da roupa aqui fica uma sugestão:


Para uma melhor facilidade de escolha de anéis, opte pelos seus favoritos e faça a seguinte intervenção:


Problemas com a maquilhagem? Bem, eu aconselho sempre a presença de um especialista/artista porque, nunca se sabe, para onde nos dará a inspiração, e assim, ao menos temos a certeza, de que todos os dias estamos bem.


E para aquela amiga que falas demais que a conta, que tal uma prenda destas?

Como dizem os mais velhos:
"HÁ REMÉDIO PARA TUDO MENOS PARA A MORTE!!"

Coisas que se sabem quando não se tomam pequenos-almoços em casa

Há dias que são um verdadeiro inferno mas mesmo assim acordamos bem-dispostos. Vemos um sol maravilhoso lá fora e tentamos dar um desconto.

Abri o frigorífico não há leite. No armário nem pão, nem café. Cacau... pouco! Fui vestir-me. Saí. Tomei o pequeno-almoço na rua e li uma notícia sobre as lágrimas no rosto do Papa e a controvérsia da biografia não autorizada da Oprah no  jornal Público.
Pão quente e manteiga... que satisfação! Leite com chocolate fresco, mesmo como eu gosto na primavera. Bebi o meu café, fechei o jornal, fiquei a dever à menina da pastelaria 0.03€, uma vergonha!!
Vergonha?! Vergonha... a menina disse-me que não era por isso que iria, eu, parar ao inferno, ou será que se referia a ela? Bem, eu suspirei na mesma de alívio, ao imaginar a situação esquentada dos nossos tão queridos Papa e Bispos e Arcebispos.

14 abril 2010

Cornetos Olá

Não, não acreditem que eu existia nesta época até porque o primeiro anúncio data de 1950 talvez... mas recordo-me da música.
Cada vez que a ouvia em miuda era-me familiar aquela melodia e a música: "...um corneto para mim, um corneto para ti... Olá, Olá!" . Descobri à dias o anúncio e hoje, apesar do tempo estar de cara feia resolvi postar na mesma.



O mais engraçado é que segundo a wikipédia a história é muito simples. Thomas Wall era um  londrino que tinh um negócio familiar e pequenino de empadas de carne, que tentou ao máximo expandir, embora tenha fracassado. Quando alguém sugeriu a venda de gelados, embora reticiente, acredito, resolveu apostar. Chamou-lhe gelados WALL'S. Quinze anos depois vendeu o negócio a uma empresa industrial que por conseguinte, anos depois, a vendeu à Lever Brothers tendo aí ganho o auge. Depois de anos é muito natural que tenham sido exlorados em sabor e textura e com os media em fervor por tudo e nada, a publicidade foi, digamos, a cereja em cima do bolo. Isto datado pelos anos 50. Consta que até à data pouco mudou, o que não deixa de ser irónico: para quê mudar?!
No mesmo site encontrei uma curiosidade que me fascinou imenso. Os gelados, como seria de esperar e não espantará ninguém, internacionalizaram-se, tendo cada país do mundo chamado um nome diferente á marca que a conhecemos hoje como OLÁ, é também assim conhecida na Europa apenas na Holanda e Bélgica, fora do nosso pequenino continente, na África do Sul. No Reino Unido ainda hoje são os tradicionais WALL'S.

08 abril 2010

da Primavera ao Inverno

O que eu adoro a Primavera!!!
Nesta altura costumo sair de casa e ir a pé para o trabalho. Apanhar aquele ar da manhã, fresquinho. Céu azul. Sol pela manhã.
Nos meus tempos de garota, como não tinha paisinhos que me levavam para a escola de carro, lá me dirigia eu a pé para a paragem da "caminete-carrera" às 7h da manhã, um quarto de hora de puro ar matinal.
Era rotina certa cinco dias da semana em tempo escolar: levantar às 6h da manhã e tomar um banho ou, se já tivesse tomado banho na noite anterior, 6h30min., fazer a cama, vestir, pequeno-almoço, rua! Caminhar 2km de casa à dita paragem e às 8h já estava na escola.
Respira-se melhor pela manhã. Ficamos bem dispostos o resto do dia! E é essencial ficar bem disposta um dia inteiro... é difícil mas fundamental!
Poupamos anos de vida. Agora, quando já somos jovens adultos, trabalhadores, então... não se pode desperdiçar a vida com questões menores.
Até a chegada do inverno serão belos meses a começar assim o dia: andar pela manhã e depois o regresso a casa, também ele feito a pé.
Faz-me sonhar. Ajuda-me a pensar, a tomar decisões. Levanta-me o astral e, por vezes, aumenta-me o ego. E depois sorrio. E sinto-me bem, nada me abala. E se quiser chorar, sei que posso chorar, que as lágrimas caem mais depressa e me lavam a alma mais depressa e tudo passa muito mais depressa, nem que tenha durado um minuto apenas, mas parece. Parece que tudo anda mais rápido e que ninguém vê e num instantinho, tudo num instantinho!
Aparte de tudo isso, Primavera é sinónimo e vida. Tudo floresce à nossa volta, há sempre quem se apaixone no início da estação e até os bichos fazem por aumentar a sua população!

A LOURINHÃ NO SEU MELHOR

Por uma vez fala-se na bela vila da Lourinhã sem que sejam por motivos menos honrosos. Aqui temos a menina dos nossos olhos, a Aguardente da Lourinhã, hoje, no Jornal Público!















Imagem do trabalho dos alunos ESHTE com o intuito de promover o evento realizado na localidade.

03 abril 2010

o mais bonito comercial de cinto de segurança

Simples.  Tocante.  Lindo.  Real.



Merece o título de Mais Bonito comercial.
Merece o título de Melhor também.

01 abril 2010

estão no fim da estrada

velhos. "velhos são os trapos." não são. infelizmente. infelizmente não são. somos velhos todos os dias para alguma coisa. todos os dias soltamos aquela frase feita "ah e tal... já não tenho idade para isto!" e rimo-nos. mas não tem graça. rimo-nos porque somos novos. novos e incoscientes do mundo lá fora. acho que somos novos e incoscientes uma vida inteira até um dia. o dia em que somos velhos e temos rugas. e pouca vista. pouca voz. pouca ou nenhuma audição. não imagino o que sentirá um velho que não consiga pacientar-se a ver os netos a gritar e a correr em torno de si enquanto ele ali está, parado. não consigo imaginar o que será para um velho depender de uma bengala. ou de umas canadianas. ou de um andarilho. ou de uma cadeira de rodas. de uma argália. estar num lar e não ter lá ninguém com quem conversar. são todos velhos. todos têm uma história deixada para trás. os velhos gostam de contar histórias ao sol aos mais novos. ali já não se vive. nada. a vida deles acabou quando ali entraram porque ficaram tão dependentes dos outros, que tiveram de ali entrar. agora vêm-se sozinhos. todos os dias. sozinhos. sem ninguém com quem possam realmente conversar. aqueles que ainda conversam. pois há aqueles que estão tão imóveis que se confundem com a mobília, a pouca mobília que há naquelas paredes brancas. outros há, que pregam e desprezam quem ali passa, só num olhar atento, se percebe que não não são represálias a quem ali está propriamente. são coisas da cabeça deles. "a cabeça dele deu a volta...", diz alguém atrás de mim sobre um senhor que está descomposto e olha não se sabe bem para onde e fala, fala, fala, fala mal e mal de toda a gente. depois também se vêm velhos que falam. falam sozinhos, baixinho. ninguém entende o que dizem. outros estão calados. calados à tanto tempo que parece uma eternidade. é uma eternidade aquela hora de visita... os poucos que ainda vão andando naqueles corredores, lúcidos, falam pelos cotovelos. porque estão há demasiado tempo calados e sozinhos. abandonados. passou uma senhora que falou com um deles. não obteve grande resposta. deu-lhe de comer. saiu da sala. a Lena está pataroca, pensei. das outras vezes que lá fui não me reconheceu. hoje não é diferente. não diz coisa com coisa. ri-se. está triste. ninguém a leva dali. ela já sabe. diz que as amêndoas são dela. não se lembra o que foi o almoço. esquece-se de meu nome outra vez. ri-se. falamos como se fosse uma criança e perguntamos pelo namorado. diz que não tem. ri-se do outro que está atrás dela que ralha e ofende. passa outra senhora na sala. deve ser voluntária, não tem farda. cumprimenta velhote a velhote. não há lanche. e viemos embora. as amêndoas da páscoa já foram dadas. o dia chega ao fim. os velhotes lá ficaram naquela casa a que chamam lar mesmo não sendo o seu lar. é o lar. o lar de idosos. "para onde vão os velhos", dizem os novos.

Pesce d'Avrile

Boas!!! Hoje estou bem disposta, está um dia maravilhoso lá fora, acordei com um sol espectacular, bem forte, bem luminoso! Levantei-me, fui limpar o meu local de trabalho, e fui para a praia!!
Depois fui dar um mergulho bem grande, maior que eu.
Depois deitei-me na areia, adormeci e apanhei um escaldão!!


Mentirinhaaaa!!!
Dia das Mentiras sem mentiras não é dia nem é nada!!!

Mas aparte disto oiçam aqui algumas mentiras feitas neste dia já de há muito tempo atrás... Bem se formos falar de há muito, muito tempo atrás então teremos de recuar até 1564 mais ou menos e viajar até França ao reinado de Dom Carlos IX quando o começo do ano era comemorado a 25 Março durando as festas até ao primeiro dia do mês de Abril. Entretanto, com a alteração do calendário que passara a ser gregoriano, o primeiro dia do ano passou a ser celebrado a 1 de Janeiro como ainda hoje o é. Porém, na época muito poucos foram aqueles que aderiram à data festiva comemorando-a na data anterior; aconteceu, então, que muitos mandavam convites de festas que não existiam e enviavam juntamente presentes do mais ridículo que houvesse só pelo prazer de gozar com quem mesmo resignado ou não lá cumpria os desejos de sua realeza. Consta que duzentos anos depois contagiou os nossos queridos ingleses, espalhando-se pelo resto do mundo.
E mais não encontrei para partilhar mas que não deixa de ser curioso não.

30 março 2010

É NATAL!!



Devia ter descoberto isto na altura natalícia mas não... não descobri porque o Clero em vez de se preocupar com as "alegadas" acusações de pedofilia e violações de menores por membros desta entidade incomoda-se em proibir este género de anúncios, logo deste género, os que dão mais dinheiro porque são cómicos e, às vezes, ingenuamente maldosos!

26 março 2010

Joana

Apetece-me fechar os olhos com tanta força, tanta força, tanta força... que me provoque lágrimas... Sinto no peito um aperto tão grande, tão grande, tão grande... que se explodisse podia muito bem ser uma espécie de big-bang! Há perdas que nunca se recuperam.
Recupera-se da perda do namorado.
Recupera-se da perda do amigo ou da amiga por uma coisa (in)significante (tempos depois).
Recupera-se a perda de um familiar como tios, avós, primos...
Recupera-se a perda do gato, do cão, do periquito.
Não se recupera da perda de um irmão, no meu caso de uma irmã.

Os anos passam uns a seguir aos outros, e quanto mais o tempo avança, "o tempo cura tudo!", dizem. "Com o tempo tudo passa!" ou "Com o tempo dói menos...", é o que dizem por aí.... É mentira. É mentira! É mentira!!! Por que quanto mais os anos vão passando mais a mágoa vai crescendo como se nunca tivesse acontecido nada e seja do teu tamanho. Tão diferentes... seríamos tão diferentes; em crianças notavam-se tão bem as nossas diferenças... Tu tão doce, tão agarrada à mãe, tão caseira. Eu tão rebelde, tão dada a qualquer um, tão arrueira... que saudades...! Saudades daquelas tardes de Outono ou da Primavera, não sei bem, em que vinhas ao meu encontro, depois do meu dia longo da escola. Saudades de brincar à chuva, contigo. Saudades das birras. Saudades de ti!

Lembro-me do dia que ainda estavas para nascer, meses antes. A revista MARIA, tão solicitada à uns anos atrás lá em casa, tinha aquela secção que ainda hoje acho um piadão - os bebés. Eu gostava daquilo. Gostava de saber os nomes. E lembro-me, a uma hora de almoço, o almoço era peixe, um vapor que não se podia da cozedura na cozinha, eu lembro-me de, sentada no sofá velho, com a televisão a dar os animadinhos, como eu lhes chamava, sentada no sofá eu folheava a revista que andava lá por casa... E, ao acaso, apontava um bebé, levantava-me, perguntava o nome do bebé à mãe. Depois de um, dois, três, quatro... sei lá mais quantos, acho que naquele dia até nem foram muitos, comparando às outras vezes. Joana. Parei. Olhei para ela. E disse: "A minha mana vai chamar-se Joana!". Depois, há dez anos e tal atrás não era como é agora que há uma centena de papas com não-sei-quantos suplementos, naquela altura os anúncios eram mais bonitos e a da papa Cerelac... era uma delícia, além da papa, claro! "Joana come a papa, Joana come a papa...". Eu dizia que se fosse um menino como tanta gente me desafiava só para me ver a desatinar, que se fosse um menino, que dava à vizinha. Eu queria uma mana! E mana nasceu.
"Três foi a conta que Deus fez", não foi? Dos três anos não passaste mais connosco. Já vieram doze ou treze, já nem conto. Não falo de ti. Não te vou visitar. Não quero pensar em ti. Mas amo-te! Tenho saudades tuas. Tenho saudades de ti! E não perdoo a tua falta! Descansa em paz!