vida.
respira.
respira a vida a cada segundo que passa.
não deixes que passe por ti.
não deixes.
olha. pára!
ouve.
ouve o bater do teu coração.
fecha os olhos. esquece o mundo.
o mundo não te conhece.
não sabe o que perde, o mundo.
olha para mim. estou aqui a teu lado.
olha por mim quando estiver longe.
manda uma carta pelo vento. faz-me sonhar.
faz-me sorrir. pisca-me o olho. mando-te um beijo.
danço no vento.
danço com o vento. junta-te a nós.
amo-te!
Para rir e chorar por mais! Pelos agrados e desagrados! Porque sim e... porque não?!
Mostrar mensagens com a etiqueta PEDAÇOS DE POESIA SOLTA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PEDAÇOS DE POESIA SOLTA. Mostrar todas as mensagens
25 junho 2010
08 junho 2010
cerejas
as cerejas assim vermelhas!
despertam-me o desejo
e a paixão.
e uma vontade louca
de juntar à minha pele
essa pele cor de ruge forte
e enfeitar-me de jóias bonitas:
nas orelhas as cerejas a pares,
ao pescoço entrelaçadas
como os nossos corpos envoltos de amor e porte
altivo as cerejas a braços com o caulee depois... na boca o sabor doce da cereja,
nos lábios o convite subtil
nos braços o amor par te dar
a par com as cerejas.
ai amor que doces são!
as cerejas!
24 maio 2010
velha
Velha, velha, velha
de trajes negros e pitó ao alto,
a pele velha,
o olhar profundo.
Eu mostro-te as palmas das mãos
e tu negas dizer-me o destino
que o menino Jesus traçou para mim.
Eu olho-te nos olhos,
cheios do brilho antigo
do alecrim aos molhos
que te deu o teu amor-amigo,
e o teu amor-próprio ferido
não te deixa ver mais nada,
velha.
Velha, velha, velha
de trajes negros e pitó ao alto,
a pele velha,
o olhar profundo,
negro como o fundo do mar.
que vês tu, velha?
de trajes negros e pitó ao alto,
a pele velha,
o olhar profundo.
Eu mostro-te as palmas das mãos
e tu negas dizer-me o destino
que o menino Jesus traçou para mim.
Eu olho-te nos olhos,
cheios do brilho antigo
do alecrim aos molhos
que te deu o teu amor-amigo,
e o teu amor-próprio ferido
não te deixa ver mais nada,
velha.
Velha, velha, velha
de trajes negros e pitó ao alto,
a pele velha,
o olhar profundo,
negro como o fundo do mar.
que vês tu, velha?
30 abril 2010
fado vadio
É um fado vadio,
este trago amargo que trago na boca,
a voz seca,
os lábios gretados.
O encanto desencanta,
o xaile não enconbre e o amor
ah o amor...
esse bêbedo bandido,
vagabundo que só vê o fundo da garrafa
encharca-se nas últimas gotas do vinho que não acaba nunca
e antes de se erguer cai.
Caiu.
A guitarra portuguesa dá os últimos acordes
e a bela ajeita o vestido comprido.
O público está mudo e vazio
e ausente das idéias que o fado quer cantar.
Mas esta noite é outra noite.
É noite de se ouvir cantar o Fado.
este trago amargo que trago na boca,
a voz seca,
os lábios gretados.
O encanto desencanta,
o xaile não enconbre e o amor
ah o amor...
esse bêbedo bandido,
vagabundo que só vê o fundo da garrafa
encharca-se nas últimas gotas do vinho que não acaba nunca
e antes de se erguer cai.
Caiu.
A guitarra portuguesa dá os últimos acordes
e a bela ajeita o vestido comprido.
O público está mudo e vazio
e ausente das idéias que o fado quer cantar.
Mas esta noite é outra noite.
É noite de se ouvir cantar o Fado.
08 fevereiro 2010
Quando fecho os olhos
Eu fecho os olhos
e oiço bater à porta.
Tenho medo.
É uma coisa sem sentido,
instintivo,
irracional...
Há algo que pressinto,
que me desnorteia,
me desassossega
e eu não sei que coisa é.
Pé ante pé como quem entra numa Sé
e se dirige à àgua benta em silêncio,
em remissão,
dirijo-me à porta, enfrento o meu medo
e pergunto quem vem;
ninguém diz nada
e volto para a cama.
Deito-me,
aconchego-me
e fecho os olhos para dormir.
Sei que vou sonhar.
e oiço bater à porta.
Tenho medo.
É uma coisa sem sentido,
instintivo,
irracional...
Há algo que pressinto,
que me desnorteia,
me desassossega
e eu não sei que coisa é.
Pé ante pé como quem entra numa Sé
e se dirige à àgua benta em silêncio,
em remissão,
dirijo-me à porta, enfrento o meu medo
e pergunto quem vem;
ninguém diz nada
e volto para a cama.
Deito-me,
aconchego-me
e fecho os olhos para dormir.
Sei que vou sonhar.
05 fevereiro 2010
minha amiga...
Alguém pregou-te uma partida, minha amiga!
Alguém que não quer saber de ti
nem de mim
nem de nada em concreto.
Veste-se de preto e o ar que respira,
essa aragem fria da madrugada, fora
é um ar que arrepia,
deixa-nos pele de galinha
e ao fundo do monte há um assobio fino de um uivo,
um sopro...
Será vento?! Será lobo?!
Algo é!
Há um sentimento de atraso,
de outrora,
algo que não é real,
como se tivesse aquela capacidade arrepiante
de nos trespassar a alma - um arrepio de morte!
Sinto-me um fracasso enorme!
Alguém pregou-te uma partida, minha amiga!
Alguém que honra o pecado.
O ar está pesado,
eu não consigo respirar.
há qualquer coisa de errado mas ninguém sabe o que é
ninguém vê, não se sente assim... de qualquer maneira.Alguém pregou-te uma partida, minha amiga!
29 janeiro 2010
Sonhos de menina
Nos meus sonhos de menina,
coisas de gente grande para sonhar,
a traquinice trocou as voltas
aos anos de moinante.
Os sonhos ficaram para trás,
nunca ninguém ouviu falar deles,
ficaram guardados, eles,
com a meninice dos meus anos dourados.
E o tempo não volta atrás
e o tempo que ainda há-de vir não traz, concerteza,
as coisas loucas que não fiz,
porque o meu presente,
que não veio em papel de embrulho
nem fita luzente diz:
Que "...o tempo já passou
e não são as lágrimas nem o ócio
e nunca o ópio
que trarão as minhas ilusões
a não ser para belas confusões e dramas
de quem ama qualquer coisa
ou qualquer um!"
E... dramas?!
No teatro, por favor!
coisas de gente grande para sonhar,
a traquinice trocou as voltas
aos anos de moinante.
Os sonhos ficaram para trás,
nunca ninguém ouviu falar deles,
ficaram guardados, eles,
com a meninice dos meus anos dourados.
E o tempo não volta atrás
e o tempo que ainda há-de vir não traz, concerteza,
as coisas loucas que não fiz,
porque o meu presente,
que não veio em papel de embrulho
nem fita luzente diz:
Que "...o tempo já passou
e não são as lágrimas nem o ócio
e nunca o ópio
que trarão as minhas ilusões
a não ser para belas confusões e dramas
de quem ama qualquer coisa
ou qualquer um!"
E... dramas?!
No teatro, por favor!
21 janeiro 2010
sem tempo
Há um tempo
sem tempo algures por aí
mas não está agora aqui
nem aí
nem em parte nenhuma.
O meu corpo é só meu,
o teu de quem será
nessas noites sem lua,
sem estrelas,
sem ar,
sem nada o que esperar
ao romper da alvorada?
Mas a alvorada quando vem,
vem com alguém nesse brilho forte da aurea matinal.
Espero que traga quem te espera,
quem te beija a alma.
sem tempo algures por aí
mas não está agora aqui
nem aí
nem em parte nenhuma.
O meu corpo é só meu,
o teu de quem será
nessas noites sem lua,
sem estrelas,
sem ar,
sem nada o que esperar
ao romper da alvorada?
Mas a alvorada quando vem,
vem com alguém nesse brilho forte da aurea matinal.
Espero que traga quem te espera,
quem te beija a alma.
10 dezembro 2009
será o que será
Nesta recta de estrada que vou
não tenho carros à frente,
não tenho carros atrás;
sei o que deixei para trás
não sei o que me espera lá mais à frente;
mas sei o que tenho em mente:
chegar lá.
Quando alcançar essa meta
verei se a oportunidade que me dão presta
ou se é batota, senão...
o que será?
Será o que será!
não tenho carros à frente,
não tenho carros atrás;
sei o que deixei para trás
não sei o que me espera lá mais à frente;
mas sei o que tenho em mente:
chegar lá.
Quando alcançar essa meta
verei se a oportunidade que me dão presta
ou se é batota, senão...
o que será?
Será o que será!
09 dezembro 2009
corpo vadio
Está um corpo estendido no chão
no meio da via,
no meio da estrada,
a meio da vida;
ninguém faz nada.
Passa um carro e depois outro
e depois outro...
... a grandes velocidades
mas não tão excessivas quanto a visão
deste corpo perdido
que trespassa a alma, o coração...
Tu seguiste caminho.
Mais tarde quando olhares para a palma das mãos
não terás nada nelas
e no lugar desse orgão que te dá vida
tens uma pedra.
O teu olhar é vazio,
o teu corpo é frio,
a tua língua afiada como uma laje,
essa laje que sela a morte
ou a vida?!
no meio da via,
no meio da estrada,
a meio da vida;
ninguém faz nada.
Passa um carro e depois outro
e depois outro...
... a grandes velocidades
mas não tão excessivas quanto a visão
deste corpo perdido
que trespassa a alma, o coração...
Tu seguiste caminho.
Mais tarde quando olhares para a palma das mãos
não terás nada nelas
e no lugar desse orgão que te dá vida
tens uma pedra.
O teu olhar é vazio,
o teu corpo é frio,
a tua língua afiada como uma laje,
essa laje que sela a morte
ou a vida?!
23 novembro 2009
mendigo
A chuva cai lá fora
e não é tão pouca quanto isso...
Tu és um mendigo de rua,
rôto e sujo,
e nem dás por isso...
A chuva que cai,
cai...
continua a cair...
e tu não dás por ela sequer...
...lava-te a cara
mas a alma de tão negra que está,
está empedernida de dor e mágoa...
Porque não te levantas daí
à procura de abrigo?
Que é do teu amigo de longa data?
Porque estás na rua, de mãos vazias
debaixo desta chuva,
nesta rua sem ninguém...?
Ninguém te vê,
ninguém te entende,
ninguém te conhece,
"-... ninguém merece!..."
A chuva parou
e o mendigo abandonou aquela rua;
agora ruma para outra qualquer
à procura de segurança
na esperança de encontrar uma sopa quente,
uma moeda na mão,
gente com coração!
e não é tão pouca quanto isso...
Tu és um mendigo de rua,
rôto e sujo,
e nem dás por isso...
A chuva que cai,
cai...
continua a cair...
e tu não dás por ela sequer...
...lava-te a cara
mas a alma de tão negra que está,
está empedernida de dor e mágoa...
Porque não te levantas daí
à procura de abrigo?
Que é do teu amigo de longa data?
Porque estás na rua, de mãos vazias
debaixo desta chuva,
nesta rua sem ninguém...?
Ninguém te vê,
ninguém te entende,
ninguém te conhece,
"-... ninguém merece!..."
A chuva parou
e o mendigo abandonou aquela rua;
agora ruma para outra qualquer
à procura de segurança
na esperança de encontrar uma sopa quente,
uma moeda na mão,
gente com coração!
28 outubro 2009
EU SOU!
Eu sou aquilo que tu quiseres!
Eu posso!
Eu sou!
E não tenho pombo correio
nem moço de recados
mas arranco uma pena ao peito do pássaro cantante
e escrevo os meus pecados em letra honrosa,
cuidada, estudada.
A lição sei-a de cor
porque sou!
Tu não passas de um boneco de trapos ou de fios
pendurado por pausinhos
comandados por outrém!
Perdão!
Que horrorosa pessoa sou eu
que o meu entendimento se remete a palavras!
Palavras... levam-nas o vento, de facto!
E fatos eu não visto
mas também não minto
quando digo que sou
aquilo que eu e tu e qualquer outro quiser!
Porque sou mulher
e sou o que sou por ser quem sou!!
Eu posso!
Eu sou!
E não tenho pombo correio
nem moço de recados
mas arranco uma pena ao peito do pássaro cantante
e escrevo os meus pecados em letra honrosa,
cuidada, estudada.
A lição sei-a de cor
porque sou!
Tu não passas de um boneco de trapos ou de fios
pendurado por pausinhos
comandados por outrém!
Perdão!
Que horrorosa pessoa sou eu
que o meu entendimento se remete a palavras!
Palavras... levam-nas o vento, de facto!
E fatos eu não visto
mas também não minto
quando digo que sou
aquilo que eu e tu e qualquer outro quiser!
Porque sou mulher
e sou o que sou por ser quem sou!!
27 outubro 2009
Lua, lua...
Lua, lua que me acompanhas nesta noite tão escura
e pareces descer do céu para te encontrar comigo no horizonte
entre o nevoeiro cerrado, às escondidas...
Lua, lua
sua menina atrevida, sua traquina, sua reguila,
espreitas-me entre essas nuvens escuras do céu desta noite enevoada
e, mesmo envergonhada,
mandas-me um beijo até eu chegar ao firmamento
para te puder finalmente tocar.
Lua, lua...
que te encantas com o meu ronronar de gata assanhada,
sua lua devassa!
e pareces descer do céu para te encontrar comigo no horizonte
entre o nevoeiro cerrado, às escondidas...
Lua, lua
sua menina atrevida, sua traquina, sua reguila,
espreitas-me entre essas nuvens escuras do céu desta noite enevoada
e, mesmo envergonhada,
mandas-me um beijo até eu chegar ao firmamento
para te puder finalmente tocar.
Lua, lua...
que te encantas com o meu ronronar de gata assanhada,
sua lua devassa!
21 outubro 2009
MULHERES
Eu não tenho medo!!
O meu sangue é veneno
e eu vou em frente!
Sem armas, sem cavalo,
hei-de subir as ameias daquele castelo
e matar o mouro,
mostrá-lo a quem quiser ver.
Serei vento, serei tempo,
donzela vestida com meias de liga,
cortesã sem quaisquer maneiras.
Serei louca, serei mouca
e na mão, o pano do estandarte,
que levanto aos céus para que se veja bem ao longe,
é feito dos véus rasgados
dessas meninas tímidas
de fatos molhados entre as pernas.
Quando a alvorada for denunciada
pelo galo pomposo da quinta
as quinas estarão bordadas no regaço
dessa guerreira, dessa rameira, dessa mulher,
que luta por tudo até ao fim.
O meu sangue é veneno
e eu vou em frente!
Sem armas, sem cavalo,
hei-de subir as ameias daquele castelo
e matar o mouro,
mostrá-lo a quem quiser ver.
Serei vento, serei tempo,
donzela vestida com meias de liga,
cortesã sem quaisquer maneiras.
Serei louca, serei mouca
e na mão, o pano do estandarte,
que levanto aos céus para que se veja bem ao longe,
é feito dos véus rasgados
dessas meninas tímidas
de fatos molhados entre as pernas.
Quando a alvorada for denunciada
pelo galo pomposo da quinta
as quinas estarão bordadas no regaço
dessa guerreira, dessa rameira, dessa mulher,
que luta por tudo até ao fim.
13 outubro 2009
FORTE DA LUZ
A placa diz Forte Da Luz,
pela luz que incide nestas muralhas de agora,
essa grande construção de outrora...
... ora pela luz na fé dos homens...
No alto, entre as muralhas desconhecidas
da História....
o vento é bem forte, o cheiro que há no ar
é de maresia, o mar está revolto;
não há barcos a navegar,
ninguém ruma contra a maré.
Entre os buracos aqui e ali
das muralhas antigas,
desconhecidas
há um sopro fininho que quase encanta as nossas sereias...
A música vem do lado da Terra,
a música vem dos Homens,
a música vem do cimento dos homens,
da oração, do coração dos Homens,
daquele monte lá ao longe.
Esse canto chega-lhes ao coração
pelos ecos da espuma luzidia na areia molhada...
Mas é nos búzios que é guardada
a alquimia que une
Homens e Mulheres
embora o mar a denuncie na rebentação.
Forte Da Luz,
monte, monte de segredos e medos...
escondes um quê de tempêros
nesta nossa História Lusitana
vindos lá do outro lado dos oceanos.
Hoje, é um monte
com muralhas de pedras em ruínas
ninugém sabe a sua História,
e a memória que havia pertence aos já idos.
Resta-nos o seu mistério
o seu segredo
e a curiosidade dos meninos
para buscar à imaginação a grande era desse forte.
pela luz que incide nestas muralhas de agora,
essa grande construção de outrora...
... ora pela luz na fé dos homens...
No alto, entre as muralhas desconhecidas
da História....
o vento é bem forte, o cheiro que há no ar
é de maresia, o mar está revolto;
não há barcos a navegar,
ninguém ruma contra a maré.
Entre os buracos aqui e ali
das muralhas antigas,
desconhecidas
há um sopro fininho que quase encanta as nossas sereias...
A música vem do lado da Terra,
a música vem dos Homens,
a música vem do cimento dos homens,
da oração, do coração dos Homens,
daquele monte lá ao longe.
Esse canto chega-lhes ao coração
pelos ecos da espuma luzidia na areia molhada...
Mas é nos búzios que é guardada
a alquimia que une
Homens e Mulheres
embora o mar a denuncie na rebentação.
Forte Da Luz,
monte, monte de segredos e medos...
escondes um quê de tempêros
nesta nossa História Lusitana
vindos lá do outro lado dos oceanos.
Hoje, é um monte
com muralhas de pedras em ruínas
ninugém sabe a sua História,
e a memória que havia pertence aos já idos.
Resta-nos o seu mistério
o seu segredo
e a curiosidade dos meninos
para buscar à imaginação a grande era desse forte.
09 outubro 2009
cumplicidades
quando te vi houve algo em mim
que despertou em demasia a minha atenção...
e, ou por teimosia,
ou razão do coração
não houve momento que conseguisse tirar do meu pensamento
esta loucura
esta tortura
de um querer sem puder..
querer-te a ti
ao pé de mim
e tocar-te com as minhas mãos,
descansar o meu olhar sobre o teu peito
e fazer o amor que sempre senti aqui dentro...
cheguei a sonhar contigo acordada
em cumplicidade com os meus botões...
senti-me enamorada, aparvalhada
e hoje...
... sou tua namorada!
que despertou em demasia a minha atenção...
e, ou por teimosia,
ou razão do coração
não houve momento que conseguisse tirar do meu pensamento
esta loucura
esta tortura
de um querer sem puder..
querer-te a ti
ao pé de mim
e tocar-te com as minhas mãos,
descansar o meu olhar sobre o teu peito
e fazer o amor que sempre senti aqui dentro...
cheguei a sonhar contigo acordada
em cumplicidade com os meus botões...
senti-me enamorada, aparvalhada
e hoje...
... sou tua namorada!
06 outubro 2009
MAÇAROCA DE MILHO
Pega fogo ao rastilho
entre a sementeira de milho.
Milho?!
Pipocas?
Doces?... Salgadas?...
Criaturas mal amadas, essas,
que andam cá e lá
nessas ruas desertas,
entre portas e travessas
em noites sem lua,
sem maldade, sem cura...
Choram, choram...
lavam as calçadas e os pés frios e descalços,
e os olhos cor de amêndoa
não olham para o céu.
As beatas, que não as vêm, fingem a caridade;
atrás do véu o que se vê é vaidade.
Invejam-se umas às outras discretamente à frente
do padre, qual delas a mais... qual delas a melhor...
levantando-se as saias a roupa interior é vermelha,
essa cor do pecado em torno dessas coxas gordas
e mamas secas do leite que deram aos filhos.
No fim da colheita do milho
acendem a fogueira para dançar e encontrar
a maçaroca especial, como desculpa,
para olhar com maldade, com desejo, o homem
e encontrarem entre as videiras verdes do pai delas
ou entre janelas e portas dos quartos imaculados,
o ninho donde se ouvem os gemidos desse coito interrompido.
Ao Domingo, vão pela matina, à capela da Nossa Senhora das Dores
e choram arrependidas o acto, a má fé, o pecado que as dominou,
que elas se deixaram dominar pelo prazer da carne.
Casadas à pressa ficam presas a um homem
que detestam a vida toda
e a vida toda passam na igreja
entre novenas, espertinas e missas matinais
em rezas pelos pecados, pelas almas
cobiçando o padre novato,
fartas do monsenhor já velho e mais que velho dessas andanças,
levanta os braços ao Senhor e pede perdão,
em vão, das danças das ancas em torno de si.
entre a sementeira de milho.
Milho?!
Pipocas?
Doces?... Salgadas?...
Criaturas mal amadas, essas,
que andam cá e lá
nessas ruas desertas,
entre portas e travessas
em noites sem lua,
sem maldade, sem cura...
Choram, choram...
lavam as calçadas e os pés frios e descalços,
e os olhos cor de amêndoa
não olham para o céu.
As beatas, que não as vêm, fingem a caridade;
atrás do véu o que se vê é vaidade.
Invejam-se umas às outras discretamente à frente
do padre, qual delas a mais... qual delas a melhor...
levantando-se as saias a roupa interior é vermelha,
essa cor do pecado em torno dessas coxas gordas
e mamas secas do leite que deram aos filhos.
No fim da colheita do milho
acendem a fogueira para dançar e encontrar
a maçaroca especial, como desculpa,
para olhar com maldade, com desejo, o homem
e encontrarem entre as videiras verdes do pai delas
ou entre janelas e portas dos quartos imaculados,
o ninho donde se ouvem os gemidos desse coito interrompido.
Ao Domingo, vão pela matina, à capela da Nossa Senhora das Dores
e choram arrependidas o acto, a má fé, o pecado que as dominou,
que elas se deixaram dominar pelo prazer da carne.
Casadas à pressa ficam presas a um homem
que detestam a vida toda
e a vida toda passam na igreja
entre novenas, espertinas e missas matinais
em rezas pelos pecados, pelas almas
cobiçando o padre novato,
fartas do monsenhor já velho e mais que velho dessas andanças,
levanta os braços ao Senhor e pede perdão,
em vão, das danças das ancas em torno de si.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

