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11 maio 2010

GEOMETRIA DESCRITIVA A


Simples não é?!
Professor!!! Com tantas boas idéias que teve para pôr alguma coisa na cabeça de alunos como eu que nunca pescaram nada de geometria por que é que nunca se lembrou disto?! Nós íamos no bom caminho de cada vez que designava a segunda linha por P' e  quando transformava a imagem plana em VG's. xD xD xD

p.s.: depois dizem que os alunos não se esforçam e que só complicam

14 abril 2010

Cornetos Olá

Não, não acreditem que eu existia nesta época até porque o primeiro anúncio data de 1950 talvez... mas recordo-me da música.
Cada vez que a ouvia em miuda era-me familiar aquela melodia e a música: "...um corneto para mim, um corneto para ti... Olá, Olá!" . Descobri à dias o anúncio e hoje, apesar do tempo estar de cara feia resolvi postar na mesma.



O mais engraçado é que segundo a wikipédia a história é muito simples. Thomas Wall era um  londrino que tinh um negócio familiar e pequenino de empadas de carne, que tentou ao máximo expandir, embora tenha fracassado. Quando alguém sugeriu a venda de gelados, embora reticiente, acredito, resolveu apostar. Chamou-lhe gelados WALL'S. Quinze anos depois vendeu o negócio a uma empresa industrial que por conseguinte, anos depois, a vendeu à Lever Brothers tendo aí ganho o auge. Depois de anos é muito natural que tenham sido exlorados em sabor e textura e com os media em fervor por tudo e nada, a publicidade foi, digamos, a cereja em cima do bolo. Isto datado pelos anos 50. Consta que até à data pouco mudou, o que não deixa de ser irónico: para quê mudar?!
No mesmo site encontrei uma curiosidade que me fascinou imenso. Os gelados, como seria de esperar e não espantará ninguém, internacionalizaram-se, tendo cada país do mundo chamado um nome diferente á marca que a conhecemos hoje como OLÁ, é também assim conhecida na Europa apenas na Holanda e Bélgica, fora do nosso pequenino continente, na África do Sul. No Reino Unido ainda hoje são os tradicionais WALL'S.

26 março 2010

Joana

Apetece-me fechar os olhos com tanta força, tanta força, tanta força... que me provoque lágrimas... Sinto no peito um aperto tão grande, tão grande, tão grande... que se explodisse podia muito bem ser uma espécie de big-bang! Há perdas que nunca se recuperam.
Recupera-se da perda do namorado.
Recupera-se da perda do amigo ou da amiga por uma coisa (in)significante (tempos depois).
Recupera-se a perda de um familiar como tios, avós, primos...
Recupera-se a perda do gato, do cão, do periquito.
Não se recupera da perda de um irmão, no meu caso de uma irmã.

Os anos passam uns a seguir aos outros, e quanto mais o tempo avança, "o tempo cura tudo!", dizem. "Com o tempo tudo passa!" ou "Com o tempo dói menos...", é o que dizem por aí.... É mentira. É mentira! É mentira!!! Por que quanto mais os anos vão passando mais a mágoa vai crescendo como se nunca tivesse acontecido nada e seja do teu tamanho. Tão diferentes... seríamos tão diferentes; em crianças notavam-se tão bem as nossas diferenças... Tu tão doce, tão agarrada à mãe, tão caseira. Eu tão rebelde, tão dada a qualquer um, tão arrueira... que saudades...! Saudades daquelas tardes de Outono ou da Primavera, não sei bem, em que vinhas ao meu encontro, depois do meu dia longo da escola. Saudades de brincar à chuva, contigo. Saudades das birras. Saudades de ti!

Lembro-me do dia que ainda estavas para nascer, meses antes. A revista MARIA, tão solicitada à uns anos atrás lá em casa, tinha aquela secção que ainda hoje acho um piadão - os bebés. Eu gostava daquilo. Gostava de saber os nomes. E lembro-me, a uma hora de almoço, o almoço era peixe, um vapor que não se podia da cozedura na cozinha, eu lembro-me de, sentada no sofá velho, com a televisão a dar os animadinhos, como eu lhes chamava, sentada no sofá eu folheava a revista que andava lá por casa... E, ao acaso, apontava um bebé, levantava-me, perguntava o nome do bebé à mãe. Depois de um, dois, três, quatro... sei lá mais quantos, acho que naquele dia até nem foram muitos, comparando às outras vezes. Joana. Parei. Olhei para ela. E disse: "A minha mana vai chamar-se Joana!". Depois, há dez anos e tal atrás não era como é agora que há uma centena de papas com não-sei-quantos suplementos, naquela altura os anúncios eram mais bonitos e a da papa Cerelac... era uma delícia, além da papa, claro! "Joana come a papa, Joana come a papa...". Eu dizia que se fosse um menino como tanta gente me desafiava só para me ver a desatinar, que se fosse um menino, que dava à vizinha. Eu queria uma mana! E mana nasceu.
"Três foi a conta que Deus fez", não foi? Dos três anos não passaste mais connosco. Já vieram doze ou treze, já nem conto. Não falo de ti. Não te vou visitar. Não quero pensar em ti. Mas amo-te! Tenho saudades tuas. Tenho saudades de ti! E não perdoo a tua falta! Descansa em paz!

23 março 2010

NOUVELLE VAGUE - WAVES

As memórias são como certas pessoas por mais livres que sejam buscam sempre o mesmo aquele laço afectivo de outros tempos. Não devia ser assim. Não devia ser assim. Não devia! O tempo é um relógio que tem vontade própria e se rege pelo sol, tu és um desses baratos que funcionas a pilhas baratas dos tosotões de bolsos rotos. És aquilo que não interessa. Já passou. Já faz muito tempo que o tempo passou por cá. E o que lá vai, lá vai... porquê voltar?
O tempo devia deixar marcas tão suaves quanto as penugens das aves juvenis, quanto as penas velhas dos progenitores adultos. Devia-se ouvir como o murmurar das ondas do mar. Rápido como as aragens do vento em tempo de primavera... Mas não é. Mas devia ser. Devia ser!

18 março 2010

pela hora que já é... o dia não tarda a chegar

Não sei bem o que levo no peito, quando saio, a qualquer hora do dia... é um aperto, uma dor, um senão.
Vai solto no ar o cabelo que desprendo do elástico. Fecho os olhos, sinto o ar. Eu... gosto de inventar, sonhar, partilhar mas... a data que se aproxima aprisiona-me a vontade, o entusiasmo, o carisma que te apaixona.
As minhas lágrimas não brotam e eu também não faço por isso. Quero soltar um grito de guerra, de medo, de desespero, de luta. Não tenho voz. Do meu coração, só o vazio, o eco destas palavras que tento mostrar ao mundo e que não consigo. Ninguém percebe o que eu quero dizer.
Chego a casa, dispo o casaco, tiro a saia, a blusa, abro a água no chuveiro, a toalha de algodão está pendurada na porta, um pé depois o outro. Está morna? Está quente? Humm...
Depois de 5...10...15 minutos, champô de morango, gel duche não sei de quê, espuma; amaciador, gel duche, espuma. Fecho a água. Enxugo-me na toalha, o mais que a apatia me permite, aninho-me na cama, nos lençóis polares da cor do azul-escuro do mar, fecho os olhos e adormeço.
Acordo ao outro dia com a mesma falta de empatia pelo mundo, os dias são de uma eternidade ilusória que mais parece sete vidas e outras tantas...

Ao menos a primavera tem destas coisas: a brisa fresca para eu soltar o meu cabelo.

26 fevereiro 2010

Embondeiros, o que são?

Aqui fica uma confissão para quem ainda não sabe: adoro livros!
Ontem fui à Bertrand comprar um livro para um menino que fez anos ontem, também. Estava indecisa que livro comprar - hoje em dia é tão raro uma criança ler e gostar disso, que deixamos de olhar para a parteleira Infanto-Juvenil.
Claro que, a minha memória não me falhou, e numa folha rabisquei alguns exemplares que me construiram como pessoa que sou hoje, na infância - O Pincipezinho de Antoine Saint-Exupery; A Nau Catrineta que tem muito que contar de António Torrado; e recordava-me vagamente da história de uma estrelinha roubada do céu, O Velho e o Mar (perdoem-me a falta de memória, não me lembro do autor deste livro), e do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá, de Jorge Amado.
Não há amor como o primeiro e lá escolhi O Principezinho!
Que história linda!! Até comprei dois livros - um para mim e o outro para oferecer ao tal menino, já agora muitos parabéns Gonçalo!
Ontem à noite enquanto esperava pela minha mãe, depois do trabalho, peguei logo nele e comecei a matar saudades do aviador infeliz e do menino que queria que ele lhe desenhasse uma ovelhinha bonita.
Ao fim de uns capítulos surgiram os embondeiros e aí, confesso que já nem me lembrava deles nem o quanto preocupavam o menino; já não me lembrava de muita coisa, de muitas historinhas.

Mas gravei o essencial na memória: os valores morais, os sentimentos, a verdade simples das coisas e como as complicamos, "gente crescida!"

Ora hoje, então, fui ao google fazer uma pesquisa rápida sobre essa coisa coisa desconhecida que tanto preocupava o Principezinho: embondeiros. São umas árvores originárias da África mas dizem que também existe na América do Sul e no sul da Austrália, lá do outro lado do mundo. São enormes em comparação com a nossa humilde figura humana (como se vê na foto) podem alcançar 30 metros de altura e medir 10 metros de diâmetro; parece que vive milhares de anos mas não passa de uma teoria uma vez que a idade de uma árvore é medida pelos anéis de crescimento em torno de si, coisa que não existe no embondeiro, ao invés possui fendas tão distantes entre si que permite o acesso a qualquer um ao seu interior para o bem e para o mal, pois há quem os use para fazer de celeiro e outros há que o transformam numa prisão ou numa sepultura.
Seja como for, o embondeiro é uma peça da Natureza bastante magestosa e digna da nossa admiração e respeito.
Há, no entanto, uma lenda africana que conta que esta foi castigada pelos Deuses devido à sua inveja pelas outras árvores ao seu redor, tendo sido o seu castigo virada a sua copa para terra e enterrada assim, com as raízes viradas para céu aberto, consequentemente. Uma lenda que não deixa de ser curiosa quando estamos perto dos embondeiros, principalmente fossilizados ou quando nos presenteiam com as suas flores raras com um cheiro horrível como que podres.

Já agora leiam O Principezinho!!! É lindo!!!
Se não fizerem mais nada de jeito, que façam ao menos isto: leiam-no! Quem já o leu, que o releia - vale realmente a pena. Nem que seja ás escondidas!