
Mataste depois... minutos após teres fumado o teu charro ou a tua ganza, a tua droga!, depois de teres vestido as calças, o único som que aquela mulher podia ter ouvido foi o fecho ecler dessas calças sebentas de ganga barata e fedorenta. Mataste-a por dentro. Mataste-a depois com as tuas próprias mãos. Viste-a agonizar e aquilo deu-te gozo. Ninguém viu.
As putas da esquina deram com ela sem querer quando iam cobrar um serviço rápido e barato a meio da madrugada. Ligaram o 112. Todas as que viram aquela mulher ensaguentada, de roupas rasgadas, cara desfeita, apenas uma ficou. Enquanto a justiça dos homens tardava a chegar, essa puta de rua rezou-lhe um Pai Nosso e uma Avé-Maria, fechou-lhe os olhos, tapou-a com o seu casaco de peles comprado na feira da ladra. E esperou.
1 comentário:
Adorei esta descrição, se não é ser-se malvado, ao dizer "adorei", dado tamanha miséria, que éa violação sexual.
Postei o link no meu blog, só para que vejas como gostei do teu texto.
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