09 julho 2010

vacaciones!!


passo a informar que dias como hoje despertam-me grande desejo de despejo do meu trabalho durante duas belas semanas (que deviam ser dois belos meses - porque eu mereço!).
depois do dia dezanove de julho só no dia dois de agosto voltarei aqui.

só é pena faltar ainda uma semaninha... mas enfim! o tempo passa que voa!

02 julho 2010

coisas de momentos

cheiro a nicotina, descafeinado, café das índias, café, chocolate. o ambiente é amistoso, na verdade, é um misto de muita coisa, digamos, tem o seu... q.b. de banalidade. " - há de tudo!", ouve-se do barulho de fundo, da confusão esganiçada, das vozes estéricas das mulheres mal casadas, digo eu, sei lá eu! eu não sei nada. eu tenho vinte aninhos ainda pouquinhos, elas são quarentonas, umas já avós mas são daquele tipo que lembram os retalhos - pano daqui, pano dali, redilhas, peúgas, turses, cuecas rotas e velhas, borbotos em todo o lado; no ar imagino uns fios soltos a planar na gravidade...
cheiro a nicotina, descafeinado, café das índias, café, chocolate a derreter na boca. é uma aventura sentar-me numa destas mesas de pinho mel entre mulheres e homens. eles falam de futebol e gajas, literalmente gajas, e futebol e motas mas também vão variando entre um tema e outro lá vai surgindo umas conversas de algo mais prático e interessante; a motivação da conversa delas agora é sobre não sei quem que vem não sei de onde não sei quando, uma pausa da estimação do farmville.
ah o farmville... coisa estranha essa, parece um virus que se instalou por todo o lado. falam constantemente do farmville. uma porque tem a torre eiffel, a outra que tem a pisa; uma qualquer fala da colheita da "árvore dos morangos", a outra que tem um poço... e todas ao mesmo tempo nem sei como se entendem. os homens desdenham, riem-se entre si da figura burlesca das suas mulheres; mulheres vazias de si, cheias de pretensões fúteis. satisfazem-se assim sem conhecer o mundo fora do seu umbigo, abaixo do seu nariz.
o tabaco acalmou. elas continuam na conversa agitadíssima, super interessante - o ponto alto da semana delas - o volume deles baixou; o meu chocolate preto da côte d'or está a chegar ao fim, já só me falta um quadrado...
chegou ao fim. já não tenho o sabor inical do café da máquina nespresso, dos grãos de café compactados nestas embalagens modernas que se enfiam nas ranhuras das novas máquinas de café.... como é que enfiam ali bagos e bagos de café? é curioso, no mínimo. enfim! modernices como diria a minha mãe. eu, pessoalmente, para mim e para vós profiro a minha frase de excelência que ainda nem publiquei no quadrado das coisas de momentos: "a ignorância é má mas a limitação é muito pior. combates a ignorância de uma pessoa com instrução e dedicação; mas a limitação... como combates?"
fizeram uma pausa do tabaco. comem pevides e tremoços; falam dos aborrecidos e doutras coisas que sei lá... são tão banais que nem chegam aqui, a dois metros de distância entre mim e eles; elas falam mal deles entre si e programam a sua noite de sábado deste fim-de-semana que será uma quebra de rotina dos últimos meses; não descansarão a língua mas talvez as costas depois de meses de trabalho duro na quinta.

01 julho 2010

sonhos de mil e uma noites

vai-me na alma um desejo louco de me lançar no vento e ir sem destino. correr mar e terra. chegar ao fim dos horizontes das índias e das américas na proa de uma caravela portuguesa. conhecer a europa a cavalo do touro apaixonado. dançar ali-babá. fumar o cachimbo da paz. conhecer os maias, os himalaias, as cataratas do niagára. quero descobrir os jardins suspensos, encantados da babilónia, o meu paraíso na terra. quando eu morrer quero ir para lá. sou boa pessoa. quero ler os hieróglifos, os caracteres. comer à chinês na muralha da china. rezar nas basílicas. tocar com a ponta dos meus dedos as aureas broeais. seduzir no tango. amar com paixão. cantar a ópera. dançar o corridinho.
quero ir no vento como uma penungem. e ir e voar, planar... daqui ali num instante.
eu lembro-me, em criança, que os sonhos eram tão verdadeiros, parecia que ia a todo o lado quando sonhava. mas depois acordava e não via ali nada ao pé da mão. mas à noite, quando me deitava na minha cama de lençóis de flanela cheia de elefantes pendurados em quarto de luas amarelas, eu aninhava-me em mim e fechava os olhos para mais uma aventura. mais uma noite de sonhos. tive mil uma noite de sonhos de magias, de lamparinas, de lanternas, de mágicos e sereias. agora sonho acordada e dizem-me que tenho a cabeça na lua. ah se soubessem...

vai-me na alma um desejo louco de me lançar no vento e ir sem destino. correr mar e terra. ir além-mar. conhecer pescadores e pastores e deitar-me entre as ervas, cheirar uma margarida e sorrir com o sol de chapa na cara. chapinhar nos riachos da chuva e correr à frente de toda a gente. como uma menina irrequieta!

ah se soubessem...

29 junho 2010

Struthio camelus

mito ou não é a única coisa que me apetece fazer neste momento!!

28 junho 2010

orquídeas

as flores estão a cativar-me. anseio por ser uma pessoa mais disciplinada e querer cuidar delas. a orquídea branca é a paixão da minha mãe. cuida dela com um carinho enorme. já teve algumas. umas morreram. mas é uma flor sempre bem-vinda a minha casa. desde sempre me habituei a vê-la junto das paredes da casa. já me viu chorar. já me viu rir. já me viu escrever. ela mantém-se sempre bela a cada chegada da primavera. e alegra-me. alegra a casa. a sua presença tão singela, tão mimosa... faz-me perder bocadinhos de tempo preciosos junto dela. é uma flor muito bonita. é uma flor que me recorda sempre a minha mãe. faz-me sorrir quando estou triste ou chorar tudo de uma só vez. faz-me ser eu. inspirar bem fundo e encher-me de mim!

25 junho 2010

Ólafur Arnalds - 3055

vida.

respira.


respira a vida a cada segundo que passa.

não deixes que passe por ti.

não deixes.

olha. pára!

ouve.

ouve o bater do teu coração.

fecha os olhos. esquece o mundo.

o mundo não te conhece.

não sabe o que perde, o mundo.


olha para mim. estou aqui a teu lado.

olha por mim quando estiver longe.


manda uma carta pelo vento. faz-me sonhar.

faz-me sorrir. pisca-me o olho. mando-te um beijo.

danço no vento.

danço com o vento. junta-te a nós.

amo-te!

23 junho 2010


se eu cair há alguém que me ampare a queda?
se eu chorar quem me enxuga as lágrimas?
se eu quiser marcar a areia com os meus pés quem me ajuda a fazê-lo com mais força?

quero o meu lugar ao sol

escrevo por escrever porque enquanto escrevo não penso. as palavras vão saindo e eu só olho para o monitor do computador quando acho que cometi algum deslize ortográfico. escrevo pelo simples prazer de escrever, porque sinto uma necessidade de expôr o que me vai no coração - de bom e de mau - e na mente que não sossega nem a dormir, que todas as noites sonho coisas estranhas, que eu não entendo, mas conheço-lhes a persistência. algo está para vir mas as mensagens estão codificadas e eu não as entendo. escrevo. sinto necessidade de reclamar do mundo o que me é de direito e a coragem que ficou não sei onde. já nem sou a mesma pessoa teimosa que aos quinze anos não se importava com nada do que lhe diziam nem tão pouco fazia caso do que quer que fosse apenas do que entendia por certo e lutava. quero o meu lugar ao sol!! quero o meu lugar ao sol...
quero chorar aqui, que ninguém vê, e rir do que vejo, que só eu vejo, quero ser eu. quero o meu lugar ao sol... quero voltar atrás no tempo e fazer coisas de certo modo diferentes; pequenos e singelos pormenores. coisas que deixei passar na altura e agora me persegue a sua imagem para todo o lado. esta não sou eu. eu quero continuar a sonhar. os sonhos-acordados, pois claro está. quero voltar a sujar os dedos de tinta d'óleo e borrar as telas - ah o prazer de sentir a tinta deslizar sobre os meus dedos!... - quero as minhas linhas de novo, os meus bocados rasgados de guardanapos da cantina ou do café; quero os lápis de cor FABER CASTLE à minha volta, o cheiro entranhado nas minhas mãos, na bolsa, na camisola ao final do dia. quero a minha pasta enorme onde guardo os meus esboços. onde tenho guardado os meus sonhos desconhecidos... eu quero o meu lugar ao sol! tenho direito a ele! e por onde ando só há mau tempo, e chuva e brumas. e eu não quero nada disso. quero as minhas letras todas de uma vez só. quero as minhas folhas brancas A3 a conversarem comigo. quero as minhas letras. os meus medos. os meus sonhos. as minhas idéias. as minhas teorias. eu quero os meus tempos de escola que ficaram lá atrás. quero o que de bom aquilo tudo tinha. tenho de ir buscar os meus lápis.
obra de WASSILY KADINSKY, YELLOW, RED, BLUE, 1925

feliz aniversário e vida próspera



a minha cara colega fez anos ontem - sessenta e nove - e eu deixo-lhe uma simpática homenagem ;)))))

22 junho 2010

dias


amanhã é outro dia. todos os dias são outros dias, dias seguidos de outros dias que já passaram e foram presentes. agora são passado, os dias passados... não tinham fita de laço encarnado nem papel de embrulho brilhante. foram dias sem brilhantinas nem serpentinas. dias que passaram por si só sem deixar marca da sua passagem. a rotina instalou-se. demora a sair como as nódoas no melhor pano. a mancha continua sempre lá e o pano envelhece.

19 junho 2010

memórias

Tenho memórias de uma criança na minha cabeça.
Memórias de uma criança especial , uma criança só, em particular. Não me lembro de mais nenhuma ser como aquela.
Lembro-me que se entretia bem sozinha, com qualquer coisa. Que não tinha muitos brinquedos porque os poucos que tinha fazia questão de conjugar o verbo usar até às últimas instâncias. Usar até não haver mais nada o que restar. Contam, por exemplo, que o boneco que mais teve foi o Nenuco e que todos quanto teve perdeu as roupas e arrancou-lhes a cabeça; quanto às Barbies fartava-se das roupas que vinham na caixa e ela própria as fazia: um bocado de papel higiénico era o bastante - bem dobrado e de cor dava para um mini-top ou para uma mini-saia. A cama era um tijolo comprido e fino coberto de trapos em perfeito acordo com a realidade, o guarda-vestidos uma caixa dos cereais da Chocapi aberto ao meio de forma a ter duas portas, a cómoda do quarto um fogão de brincar que a madrinha lhe havia oferecido, o berço do bebé recém-nascido uma caixinha de fósforos. Falava muito sozinha. Mas brincava muito. Ria muito junto das pessoas que se metiam com ela. Era uma criança rechonchuda, de caracóis soltos meio louros, muito conversadora (ainda que ninguém entendesse o que dizia) e bem-disposta.
Anos depois tornou-se uma mulher. Uma mulher bonita, não muito alta, sorridente, alegre, dada ao convívio e ao "pagode", como ela gostava de lhe chamar. Não se sentia realizada a nível profissional mas era admirada em tudo quanto metia mãos, ela própria, fazia questão de mencionar a sua eficácia e de como ficava estupefacta de fazer o que fazia sem que lhe fosse preciso uma chamada de atenção. Os sonhos ficaram lá atrás, parecia uma eternidade. Só o coração lhe doía, sem que se visse, pelos sonhos dos sonhos o que seriam um dia que nunca serão. Aos poucos foi-se tornando mais parecida com a sua mãe, não que isso fosse um defeito, de forma alguma. mas a consciência da mudança da sua personalidade era algo que a atormentava, via a extroversão, nata da natureza do pai, destinada para certas e determinadas situações cada vez mais distantes do seu dia-a-dia, ela... que gostava tanto de rir e rir bem, que sempre dizia como seu lema de vida "rugas sempre as iremos ter, é certo! Então que sejam causa deas coisas que nos fazem rir!!"; ela só. Ela que gostava de palavras como essência parecia que a sua se esfumava no ar como os fios finos de fumo que se soltam de uma beata abandonada. Abandonada. Era como se sentia. Nas horas em que se via entregue às quatro paredes do seu quarto sem a sua companhia de eleição, era assim que se sentia. Abandonada.

Tenho memórias de uma criança na minha cabeça.
Memórias de uma criança especial , uma criança só, em particular. Não me lembro de mais nenhuma ser como aquela. E, no entanto, é uma miragem - não uma sombra, uma miragem - daquilo que prometia ser.

16 junho 2010

Mais um dia de trabalho... mais um stress... menos tempo a cada dia que passa... o dia já acabou tarde. Já não pude fazer nada do que tinha em mente. sai do trabalho fora de horas. pus-me a andar. fui divagar nas travessas de calçada desta vila pacata. o vento nem parecia tão frio nem forte quanto de manhã. tinha a força a morrer como a minha no fim doa dia. ainda restam duas horas de sol mas para mim já acabou. andei à deriva. Sinto-me assim muitas vezes. à deriva como os barcos perdidos do seu rumo triunfante. sentei-me. Sentei-mo no sofá coberto de mantas. Liguei o computador,  ninguém deu importância às  letras que meto p´ra aqui! e depois dá-me vontade de ir contra o mundo de gritar alto e bem alto. mas o mundo não me vai ouvir. Vou andar à deriva.

15 junho 2010

obras! aaaaaaaaaah!!!

Pois é não resisti às novidades do blogue a actualizei-o! Quem não gostar é favor pronunciar-se e, já agora, faça uma critica construtiva caso considere que destrui o meu blogue! xD xD xD

12 junho 2010

título mundial de setas


Viva os portugueses alentejanos que arrecadaram o título mundial de setas no país das oportunidades! Os alentejanos que trabalham oito horas diárias e embora federados só treinam após o horário laboral nos bares e cafés.

08 junho 2010

cerejas

ai amor que doces são!
as cerejas assim vermelhas!
despertam-me o desejo
e a paixão.
e uma vontade louca
de juntar à minha pele
essa pele cor de ruge forte
e enfeitar-me de jóias bonitas:
nas orelhas as cerejas a pares,
ao pescoço entrelaçadas
como os nossos corpos envoltos de amor e porte
altivo as cerejas a braços com o caule
e depois... na boca o sabor doce da cereja,
nos lábios o convite subtil
nos braços o amor par te dar
a par com as cerejas.
ai amor que doces são!
as cerejas!

04 junho 2010

pessoas nervosas morrem mais cedo

Sempre ouvi dizer que as pessoas mais susceptíveis ao stress morrem cedo, principalmente em situações de birra ou em discussões (maioritariamente fúteis) sempre ouvi a velha expressão "se continuas assim morres cedo!". Aqui encontrei uma afirmação, científica, penso eu de que, para o que digo. Mas começo a achar quem ainda morre mais cedo que o outro sou eu! A única e a mais importante diferença é que não tenho ataque de nervos por minha livre vontade!

01 junho 2010

day 20: my favorite song at this time least

e chegámos ao fim do desafio que o meu primo me lançou. aqui está:


porquê esta? pela singularidade da música; faz lembrar que já fomos crianças, que devemos manter sempre viva essa parte de nós porque a infância é uma fase maravilhosa. Um FELIZ DIA DA CRIANÇA.

27 maio 2010

day 19: a song that makes me laugh

porquÊ? bEm... porque sim!! Porque à custa desta música curti uma piela jeitosa à uns bons aninhos atrás... porque é daqueles êxitos pré-históricos memoráveis, inesquecíveis e insólitos, porque tem ritmo, porque tem drama, porque sim. oiçam e digam se eu não tenho razão.

26 maio 2010



há melhor descrição do amor que esta?

day 18: a song that i want to ply at my funeral

Esta foi, sem sombra de dúvida, a pergunta mais estranha; eu diria que isto não passa pela cabeça de ninguém mas não é verdade pois passou e eu aqui estou a responder... pensei bastante e nada, felizmente no meu local de trabalho quando não se ouve um dia inteiro a MTV ouve-se a VH1 e esta foi a eleita:


fica aqui o desejo: que seja esta música aquand do meu enterro ou da minha cremação desde que seja ao som desta música que me recordem uma última vez...